Entrevista com Kalyne Lima
Recentemente foi repercutido em diversos veículos da mídia nacional, o caso de uma criança que desmaiou de fome durante a aula em uma escola pública do Rio de Janeiro. Infelizmente, esse não é um caso isolado. Professores da rede pública de todo o país já relataram situações semelhantes nesse cenário, onde o país soma 13,7 milhões de desempregados e a inflação se encontra no seu auge. Várias crianças estão sentindo as consequências das dificuldades de seus progenitores bem na boca dos seus estômagos.
Como uma forma de aplacar o problema da fome, algumas escolas passaram a doar cestas básicas durante a pandemia. Segundo Kalyne Lima, vice-presidenta da CUFA (Central única das Favelas), em uma entrevista para a nossa equipe, a ação (a nível de paraíba, já que não se tem muitos dados nacionais) foi enérgica em relação a isso (principalmente na capital, João Pessoa), mas tudo envolve um recorte de crianças que já estão assistidas por alguma política pública e já se encontram matriculadas em uma escola. Ainda assim, os esforços não conseguem alcançar todas as famílias necessitadas.
Em suas palavras: “Em 2020 tivemos um ano inteiro de distribuição de refeições propriamente ditas nas escolas do município e nos CREIS. Depois houve uma suspensão do serviço e passaram a distribuir cestas básicas e me parece que agora já não estão mais sendo distribuídas."
A falta de continuidade dessas políticas públicas nas escolas (que mesmo não sendo efetivas para todos, ainda ajudam várias famílias e crianças), nos levam a histórias como a citada inicialmente, onde a aluna, em sua vergonha de expressar a urgência da fome que sente, acabou colapsando.
“Nós chegamos a atender 20 mil famílias na Paraíba em 2020, tanto de forma continuada quanto de forma pontual.” — Kalyne continua — "Em 2021 já chegamos a ajudar cerca de 100 mil núcleos, o que é quase o triplo (...) Mas nenhuma cesta básica chega a durar muito mais de 15 dias."
(Entrevista completa na página inicial)
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